quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Curso de Marketing Político Digital Online

Curso de Marketing Político Digital Online

Curso de marketing político digital online. Conheça as técnicas e ferramentas para a implementação e gerenciamento de uma campanha de marketing político digital
O curso de marketing político digital online é um treinamento focado na aplicação das técnicas de marketing digital em campanhas de marketing político na Internet. O curso tem um enfoque prático e objetivo das técnicas e ferramentas necessárias para a criação e gerenciamento de campanhas de marketing político na Internet, habilitando os participantes para elaboração e gerenciamento de campanhas de marketing digital eleitoral.

Tópicos como ferramentas disponíveis para o marketing político digital como blogs, email marketing e mídias sociais são apresentados e explicados em linguagem clara e objetiva oferecendo aos participantes uma visão completa dos recursos digitais disponíveis para uma campanha de marketing político eleitoral na Internet.

FAZER INSCRIÇÃO

Curso Marketing Político Digital - Versão Online

Data: 10/01 – Inscrições abertas
Formato: Curso online através de vídeo aulas e material de apoio
Carga horária estimada : 30 Horas – 60 dias para conclusão
Investimento: Até Dia 07/01 Por R$ 360,00 Após R$ 460,00

Objetivo do curso de Marketing Político Digital online

No curso de marketing político digital online os participantes conhecerão os principais recursos e técnicas disponíveis para quem deseja montar e gerencial uma campanha eleitoral na Internet. Complementando a parte técnica, no treinamento abordamos também aspectos do planejamento estratégico da campanha na identificação do perfil do eleitorado e questões relativas a legislação eleitoral aplicável a campanhas políticas veiculadas pela Internet.

A quem se destina o curso online de Marketing Político Digital online

  • Candidatos e coordenadores de campanhas eleitorais;
  • Estudantes de marketing e publicidade que buscam complementar sua formação;
  • Profissionais de marketing e publicidade que desejam conhecer mais sobre marketing político digital;
  • Profissionais de jornalismo interessados em conhecer a dinâmica de campanhas eleitorais online;
  • Profissionais interessados em conhecer as possibilidades de campanhas de marketing político na Internet.

Curso de Marketing Político Digital online – Conteúdo Programático

Módulo 1 – Marketing Político Digital

  • O que é
  • O ambiente político 2.0
  • Qual o cenário no Brasil
  • Comportamento dos eleitores
  • Os casos Obama e Marina Silva
  • Alinhamento da campanha online e offline
O panorama do marketing político digital no Brasil. As lições da campanha de 2010. O caso Obama e Marina. O que muda na campanha de 2012. Alinhamento das ações de campanha online e offline.

Módulo 2 – Legislação Eleitoral e a Internet

  • O que diz o TSE sobre campanhas na Web
  • O que pode ser feito
  • O que não pode ser feito
  • Direito de resposta
O que diz o Tribunal Superior Eleitoral sobre ações de marketing político na Internet. O que é permitido e o que não é permitido fazer. O direito de resposta no ambiente Web.

Módulo 3 – Planejamento da campanha de marketing político na Internet

  • Etapas do planejamento da campanha de marketing eleitoral online
  • Execução: Equipe própria ou terceirizada
Planejamento estratégico digital. Quais as principais etapas de planejamento de uma campanha de marketing político digital. Ferramentas e atribuições.

Módulo 4 – Blogs em campanhas políticas na Internet

  • A importância dos blogs nas campanhas de marketing eleitoral
  • Quem é o candidato para o Google
  • Blogs e exposição em ferramentas de busca como Google
  • Opções de plataformas
  • Produção de conteúdo
  • Webwriting
  • Relacionamento e pesquisa
A função dos blogs em uma estratégia de marketing político digital. Como conseguir uma boa exposição do blog no Google. Quais as opções de softwares para criação de blogs. A importância do conteúdo para o sucesso de um blog político. Escrevendo para seu eleitorado na web.

Módulo 5 – Doações Para Campanhas Eleitorais na Internet

  • O que diz o TSE sobre doações para campanhas na Internet
  • Opções de recebimento em campanhas digitais
  • Segurança e documentação
A legislação eleitoral brasileira e as contribuições para campanhas eleitorais através da Internet. Quais as ferramentas disponíveis para implementação de páginas de doação de campanha em sites e blogs. Prestação de contas das doações.

Módulo 6 – Redes Sociais e Marketing Político Digital

  • A força das mídias sociais
  • Determinando o perfil do eleitor
  • Definindo os canais
  • Interação e comunicação
  • Administração de crises
  • Monitoramento de mídias sociais
  • Central anti-boatos
A importância das redes sociais em uma campanha de marketing político na Internet. Como identificar o perfil do eleitor nas mídias sociais. Definição dos canais nas mídias sociais. Administração de crises e monitoramento das mídias sociais.

Módulo 7 – E-mail Marketing em Campanhas Eleitorais

  • Fundamentos do email marketing
  • Criando a sua base de dados
  • Ferramentas de envio e monitoramento
Principais fundamentos do e-mail marketig. Como construir uma base de assinantes para sua campanha eleitoral. Ferramentas de envio e monitoramento de newsletters.

Módulo 8 – Pós Campanha

  • O ativo digital político
  • Mantendo o que já foi conquistado
  • Seu público como consultor do mandato
Finalizada a campanha, o que fazer com todo o trabalho feito. Criando um canal permanente de relacionamento com o eleitor. Como ouvir seu eleitorado e torná-lo um participante ativo do seu mandato.

Certificado do Curso

Todos os nossos cursos concedem Certificado de Participação com amparo na Lei nº 9.394. O certificado é válido em todo o Brasil e pode ser utilizado horas em atividades extra-curriculares exigidas por faculdades, contar como atividades em concursos públicos ou simplesmente constar em seu currículo.

Benefícios para os participantes

Ao participar do curso de marketing político digital na versão online você receberá:
  • Acesso ao ambiente de ensino a distância pelo prazo de 60 dias
  • Apostila do curso e material complementar no formato digital
  • Certificado digital de participação no curso
  • Participação no Programa de Atualização Continuada por um ano
  • Acesso Premium à área reservada de nosso site
  • Anúncio ou cadastro de currículo em destaque no Mural de Vagas

Formas de Pagamento

Curso de Facebook Marketing – Conteúdo Programático

Curso de Facebook Marketing – Conteúdo Programático

Módulo 1 – Conceitos Básicos do Facebook Marketing
  • Perfis, Grupos e Páginas – Características e diferenças
  • Ações de marketing e relacionamento no Facebook
Módulo 2 – Facebook Empresarial
  • Facebook como ferramenta de negócios
  • Definindo suas estratégias
  • Planejando suas ações
Módulo 3 – Páginas de Fãs
  • O que é uma Fan Page
  • Diferenças entre Páginas de Fãs e Perfis
  • Migração de perfis para páginas
  • Elementos de marketing das páginas de fãs
  • Edge Rank – Estrutura e cálculo
Módulo 4 – Aplicativos Para o Facebook
  • Aplicativos para criação de páginas
  • Criando novas abas
  • Configurações especiais – Fan Gates e Form Gates
  • Templates para o Facebook
Módulo 5 – Gerando Conteúdo
  • Cada coisa em seu lugar
  • Integração de outras mídias sociais
  • Organização do conteúdo
  • Automatizando algumas funções
Módulo 6 – Anunciando no Facebook
  • Facebook Ads
  • Facebook Ads x Google AdWords
  • Diretrizes para anunciantes
  • Elementos dos Facebook Ads
  • Páginas Sanduiche – Migrando entre interfaces
Módulo 7 – F-Commerce – Comércio Eletrônico no Facebook
  • O conceito de social commerce
  • Lojas virtuais no Facebook
  • Aplicativos para e-commerce no Facebook
Módulo 8 – Mensuração de Resultados
  • Facebook Insights
  • Principais métricas do Facebook
  • Integração do Facebook com o Google Analytics

Certificado do Curso

Todos os nossos cursos concedem Certificado de Participação com amparo na Lei nº 9.394. O certificado é válido em todo o Brasil e pode ser utilizado horas em atividades extra-curriculares exigidas por faculdades, contar como atividades em concursos públicos ou simplesmente constar em seu currículo.

PROGRAMA DO CURSO

PROGRAMA DO CURSO

PROGRAMA DO CURSO
Módulo 1 - Planejamento e Gestão de Web Marketing
Aula 1 - Planejamento de Ações de Marketing Digital e Mídias Sociais;
Aula 2 - Público alvo e comportamento do consumidor;
Aula 3 - O Plano de Ações de Web Marketing;
Aula 4 - Estudo de case MyMovies.com.br;
Aula 5 - Aprenda a utilizar a Planilha de Ações de Web Marketing;
Aula 6 - Estudo de caso FunkTube - SomLivre;
Aula 7 - Marketing Viral e Buzz Marketing;
Aula 8 - e-Mail Marketing e Newsletter;
Aula 9 - Marketing de Oportunidade;
Aula 10 - Orçamento para campanhas de marketing;
Aula 11 - Definição de equipe de Web Marketing;
   
Módulo 2 - Gestão de e-Commerce e Empreendedorismo Digital
Aula 1 - Empreendedorismo Digital e Gestão de e-Commerce;
Aula 2 - Como diferenciar ideias de oportunidades de negócios;
Aula 3 - Desenvolvimento de Modelos de Negócios - "Business Model Generation"
Aula 4 - Como montar e gerenciar um e-commerce;
Aula 5 - O que é preciso para iniciar um e-commerce;
Aula 6 - Plano de Negócios para e-Commerce;
Aula 7 - Gestão de estoque no comércio eletrônico;
Aula 8 - Planejamento de logística no e-Commerce;
Aula 9 - Meios de pagamento para o e-Commerce;
Aula 10 - Funções dos profissionais de e-Commerce;
Aula 11 - Como escolher a plataforma adequada para seu e-Commerce;
Aula 12 - Qualidade e tempo de atendimento como diferencial
Aula 13 - Bônus - Palestra "Como desenvolver projetos inovadores na Web;

Módulo 3 - Search Engine Optimization (Otimização de Sites para Mecanismos de Pesquisa)
Aula 1 - Considerações iniciais sobre Search Engine Optimization;
Aula 2 - O Fator Humano no Search Engine Optimization;
Aula 3 - Como tornar seu site visível para os mecanismos de busca;
Aula 4 - Novos Algorítimos do Google - Panda Algorithm e Penguin Update;
Aula 5 - Reciclagem de links em SEO;
Aula 6 - Mitos comuns em SEO e fatores relevantes para que seu site;
Aula 7 - Uso de diretórios na Otimização de Sites;
Aula 8 - O uso correto do Link Building a partir das novas regras do Google;
Aula 9 - Produção de conteúdo e o uso adequado das palavras-chave;
Aula 10 - Ferramentas on-line para escolha de palavras chaves;
Aula 11 - Uso de Mídias Sociais na Otimização de Sites;
Aula 12 - Go2Jump - Ferramenta profissional para análise de sites;
Aula 13 - Como medir e avaliar resultados de SEO;
Aula 14 - Black Hat - Conheça as práticas de SEO proibidas pelos mecanismos de busca;
Aula 15 - Check List de SEO de acordo com as novas regras de indexação;

Módulo 4 - Google como ferramenta de marketing
Aula 1 - Entenda como funciona o Google e como usá-lo em suas ações de SEO;
Aula 2 - Aprenda a utilizar as Ferramentas para WebMasters do Google;
Aula 3 - Aprenda a utilizar o Google Maps para anunciar seus produtos e serviços gratuitamente;
Aula 4 - Google Analytics - Saiba como planejar melhor suas estratégias e mensurar seu retorno sobre investimento;
Aula 5 - Blog do Google Brasil e o Google Channel no Youtube;
Módulo 5 - Usabilidade na Web - Aumente seus resultados melhorando a experiencia de seus usuários
Aula 1 - O que é Usabilidade - Regras básicas da Usabilidade na Web;
Aula 2 - Como a Usabilidade pode melhorar seu posicionamento nos mecanimos de busca;
Aula 3 - Inteligibilidade: Como tornar seu site funcional para os usuários;
Aula 4 - Apreensibilidade e Operacionalidade: Como tornar seu site fácil de usar para qualquer usuário;
Aula 5 - Atratividade: A importância do Layout, Identidade visual e conteúdo na Usabilidade;
Aula 6 - Planejamento da arquitetura do site;
Aula 7 - Uso do recurso Breadcrumbs Navigation (Navegação Estrutural);
Aula 8 - O conceito da Universalidade da Web;
Aula 9 - Como testar a usabilidade de um site - Avaliação Heurística;
Aula 10 - Feedback dos usuários - Como usar na melhoria da usabilidade na web;
Módulo 6 - Gestão Avançada de Mídias Sociais
Aula 1 - O mercado de trabalho para o Analista de Mídias Sociais;
Aula 2 - O perfil do Analista de Mídias Sociais (Social Media);
Aula 3 - Mídias Sociais como ferramentas de marketing;
Aula 4 - Planejamento de Mídias Sociais;
Aula 5 - Comportamento do consumidor nas Mídias Sociais;
Aula 6 - Relacionamento com usuários nas Mídias Sociais - parte 1;
Aula 7 - Relacionamento com usuários nas Mídias Sociais - parte 2;
Aula 8- Como atrair Seguidores para suas Mídias Sociais - parte 1;
Aula 9- Como atrair Seguidores para suas Mídias Sociais - parte 2;
Aula 10 - Case de Marketing em Mídias Sociais - "As Tchecas do Brasil";
Aula 11 - Case "Mearin Motos X Ed Nerd Banco Itaú";
Aula 12 - Monitoramento de Mídias Sociais;
Aula 13 - Produção de conteúdo para Mídias Sociais;
Aula 14 - Bônus - Palestra Marketing de Relacionamento em Mídias Sociais;
Módulo 7 - Facebook marketing
Aula 1 - Conhecendo melhor o Facebook;
Aula 2 - Como utilizar as fanpages no marketing de sua empresa;
Aula 3 - Como criar e administrar grupos no facebook;
Aula 4 - Como utilizar os anúncios patrocinados no facebook;
Aula 5 - Como criar páginas personalizadas em fanpages;
Aula 6 - Instalação de plugins do facebook em seu site ou blog;
Aula 7 - Web Analytics no Facebook - Avaliação de desempenho;
Aula 8 - Entenda o EdgeRank e descubra como melhorar seus resultados;
Aula 9 - Otimize seu site com estratégias no Facebook;
Módulo 8 - Twitter marketing
Aula 1 - Como funciona o Twitter;
Aula 2 - Como criar e customizar seu perfil;
Aula 3 - Estratégias de sucesso no twitter;
Aula 4 - Como conseguir melhores resultados no Twitter;
Módulo 9 - Como tornar-se um Consultor em Marketing Digital
Aula 1 - O que é consultoria em marketing digital;
Aula 2 - O perfil do consultor de marketing digital;
Aula 3 - Ética em Consultoria;
Aula 4 - Diagnóstico inicial na consultoria de marketing digital;
Aula 5 - Desenvolvimento de projetos de marketing digital;
Aula 6 - Capacitação de equipes de marketing digital;
Aula 7 - Precificação da consultoria de marketing digital;
Aula 8 - Como fazer contratos de consultoria de marketing digital;

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

15 Filmes que são perolas para nossos cérebros!

Recentemente, o jornalista Euler de França Belém, ao elaborar uma lista com sugestões de livros para o Natal, defendeu a tese de que bons livros são, na verdade, “diamantes para o cérebro”. Acredito que essa premissa — com a qual concordo inteiramente — possa ser estendida também para o cinema. Talvez com muito mais razão para o cinema, forma de expressão que, posto que goze de amplo apelo popular, tem perdido progressivamente a pretensão do “fazer artístico”, a privilegiar-se a lógica da produção em escala industrial de blockbusters. Com isso, cada vez mais temos cinéfilos autodeclarados que desprezam a leitura da Pauline Kael (às vezes, nunca ouviram falar dela), mas não hesitam em cultuar bobagens infantis. O resultado é o declínio da inteligência do público que, perdido no meio de tantas referências esparsas, ou simplesmente influenciado por críticos de cinema de pouca credibilidade intelectual, passa a absolver a pobreza narrativa fílmica, entretido com efeitos especiais mirabolantes, muitos dos quais a causar uma sutil, porém agressiva, paralisia cerebral.
Essa introdução serve para justificar a presente lista. Trata-se de uma tentativa de orientar o leitor da Bula — por certo, alguém que preza pelo que há de mais refinado no campo da cultura — no mar de referências cinematográficas. Como sói acontecer, a lista é estritamente pessoal: ela elenca obras que agradam ao meu gosto estético na arte cinematográfica. Basta pensar que, tivesse outro autor assinadoa lista, as referências decerto mudariam (talvez ele viesse a público afirmar que “Curtindo a Vida Adoidado”, do diretor John Hughes, é superior aos filmes do Godard, opinião que eu nunca endossaria). A lista também é limitada: são apenas 15 filmes, o que incontornavelmente deixará de fora muitas obras relevantes (inclusive procurei misturar obras canônicas, sempre referidas, a outras mais atuais, como sugestões incomuns ao leitor da Bula). O que importa é que são quinze bons filmes que, da mesma maneira que os bons livros, podem muito bem servir como generosos diamantes para o cérebro.

A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra

A Felicidade Não se Compra
O mais belo filme de Natal de todos os tempos. Essa é uma definição perfeita para “A Felicidade Não se Compra”. Mas o filme de Capra vai além. Filmado em 1946, é um retrato do apogeu estilístico da “Era de Ouro” de Hollywood, quando os filmes eram feitos para enaltecer as qualidades morais do indivíduo, além de elevar a autoestima da população. A fábula da cidade de Bedford Falls, do homem que é visitado por um anjo ao bater as portas do suicídio, é um daqueles casos raros em que um filme é capaz de salvar vidas.

Era Uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu

Era Uma Vez em Tóquio
Filme que assinala a maturidade artística de um dos maiores cineastas do século 20, o japonês Yasujiro Ozu. Com sua câmera parada, Ozu tinha a pretensão de captar a vida em sua fluidez natural. Nascia a estética do anticinema, oposição à grandiloquência hollywoodiana. O resultado é um filme lento (talvez o mais lento da história), a contar a saga do casal de idosos que viaja a Tóquio para rever seus filhos. E é exatamente esse compromisso inarredável com os detalhes que torna tão importante resgatar o cinema de Ozu: como estamos a viver na era da modernidade líquida (BAUMAN), no bojo da qual a velocidade fragiliza os laços humanos, a lentidão narrativa de “Era Uma Vez em Tóquio” contraria o porvir, a configurar-se num invulgar ato de resistência do artista (que enfrenta as pressões estéticas do seu tempo) e do público (que assim demonstra seu amor à potencialidade narrativa do cinema).

A Fraternidade é Vermelha, de Krzysztof Kieslowski

A Fraternidade é Vermelha
O problema com trilogias fílmicas é o risco que o diretor corre de não conseguir sustentar um padrão elevado de qualidade em todas as películas (vide o exemplo de Francis Ford Coppola, que, após dirigir com brilhantismo as duas primeiras partes de “O Poderoso Chefão”, falhou miseravelmente ao encerrar a saga da família Corleone). O polonês Krzysztof Kieslowski, felizmente, evitou esse risco. Sua ambiciosa Trilogia das Cores já tinha produzido dois filmes exitosos (“A Liberdade é Azul” e “A Igualdade é Branca”) quando veio à lume “A Fraternidade é Vermelha”, de 1994. De fato, Kieslowski reservou o melhor de sua trilogia inspirada nas cores da bandeira francesa para o capítulo final. Ao narrar história do juiz aposentado que espiona seus vizinhos, o diretor posiciona a bela Valentine como epicentro da compaixão fraternal que se pode transmudar no amor contrito — o único capaz de redimir a solidão e a tristeza de toda uma vida.

Cidadão Kane, de Orson Welles

Cidadão Kane
Este é um caso curioso de um filme que me parece prejudicado pelo prestígio que alcançou merecidamente junto à crítica. Incensado como “o melhor filme de todos os tempos”, enriquecido com centenas de teses acerca da correta interpretação do “Rosebud”, admirado pela técnica do diretor, empregada na condução de uma narrativa complexa, muita vez falta quem diga que a história do magnata que constrói um império jornalístico e tenta ingressar na vida política é bastante atual, especialmente no Brasil, que é pródigo em formar seus “Cidadãos Kane”. A diferença é que por aqui a vida pessoal desses magnatas não costuma ser infeliz como a de Charles Foster Kane. O “Cidadão Kane” brasileiro não tem escrúpulos.

Close-up, de Abbas Kiarostami

Close-up
O Irã é um país muito conhecido dos brasileiros pela polêmica política externa que adota. É uma pena que se resuma a isso. A milenar culturapersa, de que o povo iraniano é herdeiro, é riquíssima. Tão rica quanto o cinema que se faz por lá. “Close-up”, filme de 1990 do diretor Abbas Kiarostami, é um exemplo primoroso disso. A história de Sabzian, um homem tão apaixonado por cinema que forja a própria identidade autoral para enganar uma família, entrelaça documentário e ficção de maneira brilhante, a permitir uma salutar reflexão quanto aos limites da impostura (na vida como na arte cinematográfica).

A Separação, de Asghar Farhadi

separacao
Outra pérola recente do cinema iraniano. Um filme de 2011 que põe o dedo na ferida das tradições familiares de um país de moral teocrática rígida. O processo de divórcio do casal Nader e Simin serve como pretexto para atualizar a discussão em torno da fragilidade dos laços humanos num mundo de instituições anacrônicas. Decisões dramáticas, em princípio de consequências unilaterais, reverberam em estereotipagens consagradas (o papel da mulher na família) e na vida de terceiros, a causar o desfazimento não só da relação conjugal, mas a separação de muitos outros valores.

Casablanca, de Michael Curtiz

Casablanca
A história de encontros e reencontros da vida retratada com uma beleza poética indescritível. Um amor genuíno, que a guerra separou em Paris, tem a chance de acertar as contas em Casablanca (Marrocos). Rick, o insensível proprietário do bar, defronta-se com a amargura do amor perdido, que torna a assombrá-lo com a volta de Ilsa, que ele descobre casada com Victor Laszlo, o líder da resistência que planeja escapar à perseguição nazista. Estaria Rick disposto a ajudar Laszlo, mesmo que isso acarretasse a perda do amor de sua vida? É o tipo de pergunta que só pode ser respondida em “Casablanca” ao som de “As Time Goes By”.

No Tempo das Diligências, de John Ford

No Tempo das Diligências
John Ford eternizou-se em 1956 com “Rastros de Ódio”, sua obra-prima, presença constante na lista dos melhores filmes de todos os tempos. Mas o diretor dos filmes de faroeste começou a dar mostras do seu talento bem antes. Com “No Tempo das Diligências”, de 1939, Ford funda os estereótipos que permeariam boa parte das narrativas ambientadas no Velho-Oeste a partir de então: o xerife impoluto, o banqueiro cainho, o bêbado inconveniente, o anti-herói sedento de vingança, o ataque dos índios às diligências, as belas mulheres que convém proteger (e esposar). Eis aí um elenco de personagens carismáticos que, uma vez reunidos numa diligência, terão de enfrentar os perigos da travessia enquanto aprendem a difícil arte da convivência humana.

Onde começa o inferno, de Howard Hawks

Onde Começa o Inferno
O título nacional pomposo (mas que eu adoro) ignora o quanto de humor Hawks inseriu no seu filme. Os estereótipos que “No tempo das Diligências” ajudou a fundar em 1939 apresentam-se já consolidados neste filme de 1959: o xerife Chance, seu ajudante alcoólatra Dude, o vaqueiro egoísta Colorado Ryan (que faz, quando em quando, o papel de anti-herói), a beldade Feathers. É um filme que mostra como as relações locais de poder podem subjugar a autoridade do Estado — tese figurada no grupelho, liderado pelo xerife, que tenta resistir heroicamente à invasão à delegacia comandada pelo poderoso rancheiro Nathan Burdette. A cena em que Colorado e Dude, sitiados na delegacia, principiam a cantar “My Rifle, My Pony and Me”, de Dean Martin, é tão cativante que dá vontade de pegar o violão e cantar junto!

Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica

Ladrões de Bicicleta,
Fortemente influenciado pelas consequências que a 2ª Guerra Mundial impôs à população italiana na década de 1940, o movimento neorrealista tem em “Ladrões de Bicicleta”, de 1948, um de seus exemplares mais bem realizados. O diretor Vittorio de Sica conduz a narrativa de maneira pungente. O desemprego assola o país arrasado pelo conflito bélico. Os homens saem à cata de trabalho, necessitados que estão em pôr comida na mesa de suas famílias. É nesse contexto pobríssimo que Ricci consegue, após muita dificuldade, um emprego. Sua função é colar cartazes nas ruas. Seu instrumento de trabalho é a bicicleta. Ricci se desfaz de toda sua parca economia. Compra uma bicicleta, mas ela é roubada. Desesperado, temente ao desemprego, Ricci parte com seu filho Bruno numa jornada incansável pelas ruas da cidade, a farejar o rastro do ladrão. Se falhar, sua pena (e a de sua família) é a miséria. “Ladrões de Bicicleta” é, sem dúvida, um dos filmes mais tristes de todos os tempos. Uma obra-prima.

8½, de Federico Fellini

8½
O que torna “8½” tão especial é a ousadia do seu diretor. Com esse filme, Fellini desconstrói os modelos narrativos lineares do cinema. Para desenvolver a trama derredor do cineasta Guido Anselmi, atormentado por uma crise criativa que obstaculiza suas ideias, impedindo-o de conceber novos filmes, o diretor italiano optou por criar uma atmosfera onírica, que a todo o momento leva o expectador a questionar se o que vê é sonho ou realidade (ou mesmo nenhum dos dois). É um filme de difícil compreensão por parte do público que se acostumou a pensar que uma história deve ter começo, meio e fim (ainda que alguns dos elementos estejam invertidos na urdidura narrativa). Em “8½”, tudo que há são metáforas visuais fantasmáticas que se misturam a lembranças oriundas duma mente atormentada por uma tríade de fracassos: o artístico, o moral (repressão religiosa) e o amoroso (as mulheres que não soube amar).

Drive, de Nicolas Winding Refn

Drive
“Drive”, do dinamarquês Nicolas Winding Refn, é um exemplo maravilhoso de como um blockbuster de ação, quando bem dirigido, pode atingir a excelência fílmica. A história do dublê de cinema que à noite trabalha como piloto de fuga, ajudando bandidos, impressiona pelas referências estéticas (fortemente inspirada nos filmes da década de 1980), pela fotografia (a cidade escura) e pelo ritmo da narrativa, que alterna lentidão e celeridade, delicadeza e violência extrema. A cena do beijo no elevador entre o motorista (o protagonista não tem nome) e Irene é de uma sensibilidade artística tão grande que vale mais que todas as comédias românticas já produzidas em Hollywood.

Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson

Deixa Ela Entrar
A exploração do mito do vampiro numa perspectiva antivampiresca. Parece contraditório? Pois é, já que o suspense “Deixa Ela Entrar”, do sueco Tomas Alfredson, consegue se apropriar da figura estereotípica do vampiro (no caso, a vampira Eli) qual uma ponte para desenvolver uma trama psicologicamente violenta sobre o bullying e a solidão pubescente. Méritos do diretor, que, para criar um clima sombrio e atemorizante, não precisou socorrer-se do “terror de açougueiro”, despejando litros de sangue e violência gratuita, prática cretina que veio a vulgarizar-se na indústria. Experimente convidar a namorada para ver o filme, alegando tratar-se de spin-off europeu de “Crepúsculo”, e surpreenda-a com um lindo tratado psicológico sobre a crueldade e a solitude humanas.

Aguirre – a Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

Aguirre – a Cólera dos Deuses
No século 16, conquistadores espanhóis partem numa expedição em busca do Eldorado. Mas a selva amazônica reserva-lhes muitos perigos além dos ataques dos nativos. O ambicioso Lope de Aguirre assume o comando e lidera o grupo numa incursão suicida em busca de ouro. Esse é o mote desta produção alemã, de 1972, de alta densidade psicológica. Seu diretor Werner Herzog prima pela abordagem da loucura, a filmar cenas lindas de uma natureza selvagem que aprofunda o isolamento e a angústia dos conquistadores, na medida em que os aproxima mais e mais da morte. Destaque para a atuação de Klaus Kinski. Sua personagem Aguirre quase não fala; toda sua demência é denunciada por uma postura corporal trôpega e um olhar insano como poucas vezes se viu no cinema. Coisa de gênio.

O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte

O Pagador de Promessas
O cinema brasileiro contemporâneo tem rendido muita porcaria (essas comédias escrachadas, que mais parecem telenovelas globais com uma hora e meia de duração, são vergonhosas), mas muita coisa boa também (“Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, e as duas partes de “Tropa de Elite”, de José Padilha, são ótimos exemplos de cinema nacional de qualidade). Apesar disso, faço gosto em citar “O Pagador de Promessas”, de 1962. Eis aí um filme mais lembrado pela premiação que levou (a Palma de Ouro em Cannes) que propriamente assistido. Na verdade, a película de Anselmo Duarte, que narra a jornada do Zé do Burro, o campônio que atravessa o sertão baiano a carregar a cruz redentora de sua promessa, é uma bonita representação da riqueza cultural brasileira, sem descuidar da crítica mordaz à burocracia eclesiástica que corrói a fé ao erguer muros discriminatórios e excludentes dos devotos.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Carreira03/01/2014 | 11h01

Pesquisa aponta as 10 profissões que devem estar em alta no Brasil em 2014

Levantamento da Michael Page mostra as áreas que irão demandar mais profissionais neste ano

Pesquisa aponta as 10 profissões que devem estar em alta no Brasil em 2014 Daniel Conzi/Agencia RBS
Segurança do trabalho é uma das áreas apontadas pela pesquisaFoto: Daniel Conzi / Agencia RBS
Muitos profissionais podem ver em 2014 uma oportunidade de mudar de carreira ou investir em alguma área nova. Para facilitar essa decisão, a Michael Page, empresa especializada em recrutamento de executivos para média e alta gerência, realizou um levantamento sobre as profissões que estarão em alta no Brasil em 2014.
As áreas com maior demanda serão marketing e obras de infraestrutura. A pesquisa foi realizada em dezembro com base nas vagas nos escritórios da Michael Page pelo país, localizados nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.
De acordo com Patrícia Tourinho, gerente do escritório da Michael Page em Curitiba, aregião Sul apresenta algumas particularidades. Por exemplo, na área de infraestrutura, ao contrário de Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam alta demanda por profissionais em função dos eventos mundiais que serão sediados no Brasil, no Sul a demanda acontece pelo crescimento da indústria, portos e construção imobiliária, principalmente em Santa Catarina.
Além disso, ela percebe uma consolidação da área de Marketing e Vendas no Estado.
— Não só em função do comércio digital, mas das companhias mais antigas que querem esses profissionais para expandir os negócios — avalia.
Tecnologia da informação e construção civil em alta em SC
Conforme Patrícia, as áreas de finanças, engenharia e tecnologia da informação também seguem em alta no Estado.
A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH- SC), Luzia Fröhlich, ressalta que o setor de marketing e vendas sempre é uma área com alta demanda por profissionais, porém ela acredita que em SC os segmentos mais aquecidos serão o de construção civil e obras de infraestrutura e tecnologia da informação.
— Essas áreas sempre estão em busca de profissionais. Até porque a região de Florianópolis, Blumenau e Joinville são polos de tecnologia. Mas a grande dificuldade ainda é a especialização da mão de obra — avalia.
Outra área que aparece na lista da Michael Page é a de engenharia de segurança do trabalho. O engenheiro civil Marcus Cavalcante montou a empresa Kasse Engenharia de Segurança do Trabalho, em Florianópolis, juntamente com a sócia Izabel Chrystine, em 2007. Ele conta que a demanda por esse serviço é cada vez mais crescente.
— Como as normas em vigor são cada vez mais restritivas, aumenta a procura por esse profissional. Além disso, algumas empresas já são obrigadas a contratar um engenheiro de segurança do trabalho — avalia Cavalcante.
>>> Confira os setores apontados pelo levantamento da Michael Page:
Marketing digital
Planejamento comercial
Marketing e vendas
Engenheiro de orçamento
Geocientistas (geofísico, geólogos)
Engenheiros de segurança do trabalho
Atuário
Cientista de dados
Direito/ Ciências Contábeis
Engenharia/ economia.
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